Esse negócio de sempre esperar a minha iniciativa me cansa. Qualquer dia desses você esperará por alguma mensagem minha que seja, e não receberá nada. Mandará uma perguntando: Acabou os créditos? E eu direi: Não, acabou a paciência.
Ele não bebe, não transa, não ri, não ingere gordura, não joga, não conta histórias, não liga pra ninguém, mal fala, nem drogas ele usa. Viver pra quê? Deus, dá o lugar pra quem quer fazer alguma coisa! Viver é pra quem tem vontade. Pra quem não tem vergonha de errar.
Pus os meus medos em um lado da balança e no outro pus o que era certo fazer. No final das contas, os medos venceram.
— Qual a sua experiência?
— Pessoas.
— Você lida bem com elas?
— Eu as perco muito bem.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Meu choro é silencioso. Sem lágrimas ou soluços. Meu choro é doloroso, vem de dentro. Quando choro, é a minha alma que grita e não os meus olhos.
O problema é quando olhamos a nossa volta e vemos que todo mundo tem alguém. Aí tu olha pro teu lado e não vê ninguém. É só você.
entrei no botequim
mais uma alma vazia para ocupar a bancada
meus pensamentos não couberam ali
o espaço era pequeno demais
assim como minh’alma
saí.
Começávamos na segunda e brigávamos na terça. Ficávamos sem nos falar até quinta. Fazíamos as pazes na sexta e amor no sábado. O domingo era dia de folga, mas na segunda começava tudo de novo.